Pokemon Shining Crystal - O Dia do Juízo Final

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Pokemon Shining Crystal - O Dia do Juízo Final

Mensagem por Pikachu_daledale em 9th Julho 2010, 9:19 pm

Prólogo - O meu Verdadeiro Nascimento

É incrível... Há poucos meses eu comecei minha jornada pelos campos e pradarias deste vasto continente, e como tudo pôde passar tão rápido? Tanta coisa aconteceu, tanta gente se conheceu, como num piscar de olhos! Não posso deixar essas memórias morrerem - de jeito nenhum! -, por isso, estou disposta a contar tudo o que me aconteceu a você...

Minha mãe é uma pessoa extremamente dedicada. Meu pai nos deixou há muito tempo, e minha mãe nunca quis me contar o que realmente o forçou a isso... Eu cresci com ela e uma criada, que trabalhava em nossa casa desde que eu nasci. Claro, num mundo como o meu, como não deixar de sonhar em se tornar uma treinadora pokemon?

A minha mãe, ao contrário de muitas, sempre incentivou que eu seguisse esse caminho. Ela também foi uma treinadora, mas precisou acabar com esse estilo de vida quando se uniu ao meu pai - que nunca pensou em abandonar este mesmo estilo de vida... Talvez por isso ele esteja vagando o mundo hoje em dia, mas, eu acho que nunca vou saber, afinal...

Ela me levou para a Escolinha Pokémon quando pequena, onde eu aprendi o básico sobre ser uma treinadora e conheci muitas pessoas interessantes. Já mais velha, fis cursos bem mais avançados, que incluíam primeiros socorros e aulas de sobrevivência. Enfim, com 16 anos, me senti pronta para iniciar minha jornada.



Por mais que minha mãe quisesse, a despedida foi chorosa. Lembro de suas palavras carinhosas e maternais, pedidos de boa sorte - quando no fundo, eu sabia que ela me queria ali, ao seu lado, e não jogada e vagando pelo mundo. Mas ela precisou superar... Principalmente ao me ver saindo do laboratório do Prof. Elm, com meu Totodile ao meu lado.

- Querida, espere! - ela disse, correndo em minha direção, com o vestido branco até os joelhos balançando ao vento - Eu preciso lhe dar uma coisa...
- Ainda falta me dar alguma coisa? - desanimei com a idéia de levar mais tralhas na minha mochila inchada.
- Eu não tô falando disso, menina! - com as mãos na cintura - Você tem calcinhas para duas semanas aí dentro!
Corei diante do professor pokémon, que tentava disfarçar uma risadinha.
- O que é, então?
- Tome isto.

Aquilo era estranho... Ela me deu uma espécie de sino azul, com ondas de cor mais clara na parte inferior. Prendeu-a junto à minha pokegear, como se fosse um tipo de talismã.

- Eu ganhei de seu pai quando éramos mais novos... - puxa, falou A velha. Minha mãe me teve muito jovem, praticamente na minha idade - E ele pediu para que, quando você comecasse a sua jornada, eu o entregasse à você, meu amor.
- E o que seria isso? - olhei-o entre meus dedos. O silêncio de minha mãe bastou para eu entender que ela nao tinha a mínima idéia.
- Parece algum tipo de sino... Imagino que tipo de propriedades misteriosas ele tenha. - ajeitou os óculos pela lateral da lente - Com certeza, emana uma aura poderosa...

Aquilo eu descobriria com o tempo. Por falar em tempo, não poderia desperdiçar o meu.

Céus, aquele pokemon era uma praga quando pequeno! Uma traste mirim! Era difícil obedecer alguma ordem minha, era difícil sequer manter ele perto de mim! E quando irritado, me mordia a canela! Sem muita força, é claro, mas o suficiente para achar que seus dentinhos afiados de pestinha me manteriam nos trinques. Apenas depois do nosso primeiro encontro com um pokemon que as coisas passariam a mudar...

Um Pidgey, quem diria! Ele era quase tão forte quanto meu Totodile, e foi difícil deixa-lo cansado. No fervor da batalha, Totodile estava muito ferido, uma vez que não seguia minhas ordens de combate e fazia o que bem entendia. Peguei a única poção que tinha, me aproximei de seu corpo quase desmaiando no chão, e com alguns borrifes o curei completamente. Ele me olhou surpreso...

- Totodile, precisamos trabalhar juntos... Só assim poderemos ficar mais fortes. - dizia, olhando-o profundamente - Vamos conquistar esse mundo, Totodile! Mas preciso que voce esteja ao meu lado... Então, você está comigo?...
- ... To-to Totodile! - ele sorriu confiante e re-ergueu-se para o combate, que terminou com nossa victória e a captura do Pidgey.

Já este, era um amor. Não necessitei de técnicas complicadas para fazer ele se afeiçoar em mim. Tão pequenininho, porém tão forte! Ficava em meu dedo como um periquitinho empoleirado. Ele acariciava minha bochecha com carinhos manhosos, em certa altura despertando ciúmes em Totodile.

Meu próximo pokémon seria um Geodude. Outro carinha difícil de derrubar! Foi contra ele que meu Totodile aprendeu seu primeiro golpe aquático, a Rajada d'Água. Quase o derrubou, mas ele ficou firme e fácil de capturar. Pude então prosseguir para Cherygroove, uma pequenina cidade à beira da praia e cheia de flores. Passei alguns instantes no centro pokemon, onde a enfermeira cuidou dos meus pokemons com todo aquele carinho médico... Não fui ao mercado por duas razões: tinha que guardar minhas economias para o futuro, e minha mãe já havia empalado minha mochila com suprimentos e rações...

Minha primeira luta contra outro treinador foi MUITO emocionante! Pude notar Geodude nervoso no início, mas quando ele sentiu que os golpes daquele Ratatta não doíam em sua pele de pedra, ele se sentiu bem mais confiante. O contrário de Pidgey, quando o viu atirando toda a sua estrutura rochosa contra o outro pokemon do rapaz - outro Pidgey, coitado. Logo meus pokemons foram ficando mais fortes, eu não abria mão de um único combate! Até chegar em Violet.

Quando criança, eu ia para lá estudar na Escolinha Pokemon. Meus olhos brilhavam ao admirar o iminente ginásio a poucos metros de nossa janela, sempre com muitos treinadores indo e vindo. Era de noite, mas ainda era cedo: se eu treinasse mais um pouco, poderia enfrentar o líder no mesmo dia!

A Torre Bellsprout ao norte da cidade nunca havia sido explorada por mim. Era alta e esguia, como um Bellsprout mesmo. Os monges que rezavam pelos templos de lá não admitiam intrusos: eles tentaram me tirar de lá, mas meus pokemons já estavam vacinados contra seus raminhos balançantes. Eu sou curiosa, e estava determinada a chegar ao topo da torre, onde enfrentei o líder deles. Seu Hoothoot grunhia demais, sempre deixando meus pokemons mais receosos em atacá-lo - mas Geodude deu o golpe final: RockThrow, que seria nossa passagem para conseguir a Ínsignia Zephyr.

Lembro da emoção de conseguir minha primeira insígnia. Meus olhos se encheram de lágrimas... Ao ver Falkner, que foi por muito tempo um ídolo para mim, sorrindo com seu Pidgeotto nos ombros, eu não resistir e corri para abraçá-lo. Estava tão feliz, tão emocionada - E acho que ele também. Para um cara tão fechado, sorrir devia ser um sinal verde para mim. Meus pokemons comemoravam, e com toda razão. Ele me distanciou e me segurou pelos ombros, me olhando nos olhos e falando firmemente:

- Escute, Juri. A jornada de um treinador Pokemon não é facil... Mas se você continuar com este time, sua força de vontade, sua coragem... E enquanto seus pokémons forem unidos, como uma grande família, você poderá ter o mundo aos seus pés... Então, poderá ser o que quiser.
- Até uma mestra pokemon?
- Heh, quem sabe. Mas aí você vai estar superior à mim... E, acredite, não dei o melhor de mim nesta luta.
- Não deu?!

Fiquei brava. Dei uma bronca nele, um pouco exagerada, mas dei. Seus pupilos nos olhavam surpresos. Heh, aqueles olhinhos esbugalhados...

Ali foi apenas o começo. Ainda viriam Azalea, Goldenrod, e muitas outras. Mas pra descobrir o que aconteceu de mais, você precisa continuar lendo, caro leitor! A Estrada é grande, mas a conquista dela só depende de nós. Até a próxima!

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Re: Pokemon Shining Crystal - O Dia do Juízo Final

Mensagem por superedy em 12th Julho 2010, 2:17 pm

Li um pouco para estar boa depois eu leio o resto

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Re: Pokemon Shining Crystal - O Dia do Juízo Final

Mensagem por monfernogus em 25th Julho 2010, 5:43 pm

bom Infernape

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Re: Pokemon Shining Crystal - O Dia do Juízo Final

Mensagem por Pikachu_daledale em 26th Julho 2010, 8:34 pm

ATENÇÃO! Este capítulo contém passagens com uso de palavras ofensivas!

Capítulo 1 - Descendo a Rota 32!

No dia seguinte, antes de partir para Azalea (um pequeno vilarejo localizado ao extremo sul de Violet ); notei que próximo à rota que eu usaria para chegar lá, havia um aglomerado de pessoas se amontoando diante de outro caminho - que de acordo com os dados da minha Pokegear, seria um atalho curtíssimo para as cidades de Goldenrod e Ecruteak. Mas estava ansiosa demais para reparar naquilo, comecei então a minha emocionante descida rumo a Azalea.

- Aah, é ótimo dia para se continuar uma jornada pokemon, não é, Totodile?
Ele me olhou de baixo, com aqueles grandes olhinhos me encarando como quem não entendia exatamente o que eu havia dito. Olhei ao meu redor.
- As aves cantam, o orvalho nutre as plantas, o sol brilha forte! Deve ser sinal de que o dia será ótimo!

A Rota 32 tinha um relevo bem variado. Começava com pequenas elevações logo no inicio, e depois, muito mato alto - onde provavelmente, vários pokemons se esconderiam! Em seguida, o terreno inclinava um pouco, abrindo alas para um lago bastante vasto com uma grande ponte bem firme construida sob toda a sua extensão. Seria um lugar interessante para explorar, e eu estava muito bem disposta naquele dia. Mas, com certeza, tem certas coisas que a pokegear não pode resolver...

Estava andando por aquela área, quando ouço um chamado estranho. Viro-me para trás, e vejo um pequeno Wooper a alguns metros de distância de mim. Suas brânquias roxinhas se movimentavam conforme ele continuava arrulhando. Eu passei muito tempo apenas o admirando - na época, os achava muito lindinhos! Quando dei por mim, ele parou e me encarou seriamente.

Outros então surgiram, vindos dos arredores do matagal. Eu, pra variar, achava tudo muito lindo, e mal percebi quando Totodile lentamente se afastava de mim, com o terror nos olhos. Eles caminharam lentamente em nossa direção, e seus olhinhos sérios me encaravam fixamente. Comecei a temê-los, parecia que iam avançar sobre nós a qualquer momento! Eu que não queria me meter contra aquela turma toda, e minha primeira reação foi sair correndo para longe, com Totodile me seguindo cegamente.

Em certa altura, o mato espesso começava a se misturar com uma vegetação mais desenvolvida, logo transformando-se num bosque. E eu, sem muita noção de direção, acabei me perdendo por aquela área. A mata ficava cada vez mais fechada, de tal forma que, em certo ponto; a luz do Sol já não podia penetrar pelos espessos ramos das árvores. Os ruídos de misteriosas criaturas arrulhavam no pé de nossos ouvidos, meu corpo inconscientemente começava a se encolher de medo, meus músculos tremiam sob minha pele pálida diante de meu nervosismo. E por mais que Totodile não admitisse, podia ver em seus olhos a vontade de se agarrar em minhas pernas e se esconder do perigo.

De repente, sequer podíamos imaginar, um barulho alto e agudo. Tão estridente que até pulei com o susto. Parecia o som de uma ovelha... Sim, eu reconheci aquele som! Logo me animei, e notando isso, Totodile ficou curioso. Eu pedi que ele fizesse silêncio, pousando o dedo sobre meus lábios. Pude ouvir outros sons similares, deveriam ser várias... Quando me agachei, enfiando minha cabeça entre um pequeno arbusto, pude ver do outro lado uma coisa que provavelmente poucas pessoas tinham conhecimento...

Uma vasta pradaria de matinho verde e vivo, completamente tomado por dezenas de nuvenzinhas amarelinhas e fofinhas, se comunicando por meio de seus berrinhos agudos de ovelha. Com tantas Mareeps assim, ninguém resistiria! Vi que era a oportunidade perfeita para pegar uma, mas me esqueci de um fator importante. Delas serem eletricamente carregadas.

- Escuta, Toto, este é o plano! - eu cochichei para Totodile, ao meu lado - Você a morde por trás, e eu lanço uma pokebola tão rapidamente que ela não vai ter nem tempo de notar. Okay?

Ele concordou com a cabeça, dando um sorrisinho sinistro, exibindo um pouco dos dentinhos afiados. Ele, com toda sua manha de jovem predador, se esgueirou cautelosamente ao se aproximar de uma Mareep indefesa, virada de costas para nós. Ele empinou o corpo apa trás, preparou o bote e pulou rapidamente sobre o pobre bichinho, abocanhando-lhe o traseiro de boca cheia.

A coitadinha deu um grito alto, e em questão de milésimos de segundos, soltou uma descarga elétrica bastante poderosa de seu casaco de lã. Fechei meus olhos na hora, e quando abri, vi apenas o corpo frágil de Totodile jogado a metros de distância dela, próximo de mim, até um pouco chamuscado. A primeira coisa que eu fiz foi me levantar e chamar pelo seu nome, desesperada. Abracei seu corpinho azul e um pouco pesado, levantando-o para leva-lo longe dali. Enquanto cuidava dele, mal notei o quanto elas me olhavam fixamente... Assim como os Woopers momentos atrás.

Elas estavam muito sérias. E talvez um pouco revoltadas com a nossa investida sobre elas, e também por termos invadido seu território secreto. Lentamente fui recuando, mas elas avançavam cada vez mais decididas - à fazer o que eu não tinha a mínima idéia, mas também não fiquei pra assistir!

Não sabia para onde correr. Andava pelas trilhas abertas dentro da mata, e elas correndo atrás de mim: dezenas, centenas de ovelhinhas balindo furiosas, me perseguindo com uma determinação veemente - e parecia que dificilmente cessariam sua perseguição... Me peguei cercada: Mareeps a direita, Mareeps a esquerda, e mais um monte vindo por trás. Era desesperador, e humilhante ao mesmo tempo!

Finalmente, luz solar! Quando saltei para fora do bosque, correndo pelo matagal como quem estava com os pés em chamas ao caminhar sobre um caminho de cinzas, com um Totodile desmaiado nos braços - e gritando histéricamente, como costumo fazer -, logo me tornei o centro das atenções. Quem passava me olhava, uma menina doida sendo perseguida por Mareeps enlouquecidas, e ficava no mínimo chocado - com o perdão do trocadilho infame.

- Hey, quê isso?! - exclamou um garoto vestido de escoteiro, e um dos dentes frontais faltando em sua boca e formando uma janelinha evidenciava que tinha menos de 10 anos.
- De onde vieram tantas Mareeps? - a bandeirante ao seu lado, ao levar as mãos ao rosto, se surpreendeu com o que viu também.
- Vocês aí!! SOCORRO!! - gritei, com as ultimas forças de minha esgoelada voz.

Eles vieram em minha direção, disseram que era pra eu correr até um centro pokemon que havia a pouco metros dali, que bastaria atravessar a ponte. Eles eram Escoteiros Pokemons, e sabiam bastante coisa sobre pokemons selvagens, e aparentemente, Mareeps não gostavam de água. Se eu atravessasse a ponte, elas parariam de me seguir.

Foi dito e feito. Corri até lá e, no meio da ponte que se ramificava para oferecer acesso aos pescadores, sentei-me e tentei curar Totodile. Ele ficou bem, mas seu corpo estava duro e quase não conseguia se mover ou sequer abrir os olhos. Estava paralisado... E por incrível que pareça, eu não havia um único Paralyz Heal na bolsa. Valeu, mãe, por toda a tralha inútil e dezenas de calcinhas!

Decidi deixa-lo dentro da pokebola. Assim que me levantei, agora com o pequeno Pidgey ao meu lado, a água se movimenta de forma estranha. Pequenos corpos começam a pular para fora dela, e passam a arrulhar com suas pequenas guelrras roxas tremendo ao captar o som dos companheiros. Os pescadores se assustam com a enxurrada de Woopers agitados e excitados, e todos eles vem correndo em minha direção. Podem não ser rápidos, afinal, ter apenas pezinhos anfíbios para se locomover não ajuda muito. Eles molharam toda a ponte - e eu, correndo, fugindo, tentando escapar daquela loucura...

Finalmente, havia alcançado o centro pokemon. Os pokemons haviam desistido de me perseguir assim que sumi do seu limitado campo de visão. Enquanto meus companheiros eram revitalizados, eu refletia na sala de espera: o que estava acontecendo? Porque aqueles pokemons estavam me perseguindo, me olhando daquela forma estranha, como se eu fosse algum tipo de presa? Não demorou e, um pouco antes de partir, eu recebi uma ligação da minha mãe:

- Oi, meu bebê, bom dia! - ela disse, com seu tom de voz inocentemente irritante - Onde você está, meu amor?
Suspirei.
- Na m*rda, mamãe...
- Oh, o que é isso, Juri? Mal começou o dia e você ja tá mal-humorada! - ela disse, num tom mais reprovativo.
- Advinha... Fui perseguida por pokemons até a quase-morte, e meu Totodile ficou gravemente ferido.
- Humm. Que interessante. - porque, por alguma razao, eu esperei outro tipo de reação?
- Hello, mãe, é um milagre eu estar falando aqui com a senhora!
- Ooh, tenho certeza que vai ficar tudo bem... Só queria dizer que, assim que puder, mandarei presentes pra você, querida!

Aí ela explicou. Disse que, quando tivesse uma graninha o bastante, mandaria alguns items que poderiam ajudar na minha jornada por meio de um mensageiro, presente em todas as poke marts. Eu agradesci, expliquei um pouco mais sobre o que aconteceu, e ela prometeu comentar sobre isso com o professor Elm. Esperaria sua resposta ansiosa...

---

A Union Cave, localizada abaixo do centro pokemon, era uma extensa cadeia subterrânea que ligava Jotho em três pontos diferentes. Ao atravessar sua parte superficial, eu poderia chegar em Azalea em questão de, no máximo, algumas horas. Pude ver, durante o percurso, muitos treinadores batalhando, chegando a algumas vezes destruir a estrutura interna da caverna.

Era um pouco escura e, por ter uma vasta extensão aquática no nível inferior, podia-se notar alguns poços e cacimbas se formando por onde andávamos. As paredes altas e estruturas rochosas chegavam a formar colunas e corredores... Quando estava passando por uma bifurcação, sou surpreendida por um grito alto no pé do meu ouvido:

- Roaarrr!! - era um falso rugido, vindo de uma garganta humana - Roaaar, você caiu na minha armadilha, garota!
- Mas que diabos, quem é você?!

Ele era medonho! Deveria ter minha idade! Tinha o rosto repleto de acne, e boa parte de sua cabeça era adornada com a máscara de um monstro verde, um pokemon não-identificado. Alias, garras e pernas verdes também: como alguém poderia ter um senso de ridículo tão deturpado? Ele não só se fantasiou como um pokemon, mas fingiu ser um também - e num momento de tolice, foi a primeira coisa que eu achei.

- Meu nome é Daniel, mas pra você, pequena presa, eu sou seu MAIOR PESADELO! - rugiu novamente.
- E o que você vai fazer? Me vestir de Clefairy? - Totodile achou graça.
- Olhe o respeito! Eu não sou nada menos que O TREINADOR MAIS FORTE desta parte da Union Cave! - fez uma pose estranha, encolhendo os joelhos e apontando as duas mãos para o lado direito do corpo - E deveria se sentir agradecida, afinal, acabei de por meus olhos em você...
- Hã? Do que você tá falando?!

A primeira coisa que passou pela minha cabeça era que ele fosse um tarado. Totodile ficou numa posição defensiva, rosnando, pronto para avançar sobre ele caso ele tentasse alguma gracinha. Ele se aproximou muito rápido e ficou bem próximo de mim, tateando o sino azul em meu colar como um joalheiro conferindo a legitimidade de uma jóia rara.

- Seja o que for isso, eu quero.
- Acha que vou entregar assim pra você, seu doido? - exclamei, me distanciando dele e instintivamente cobrindo o sino com minhas mãos - Isso é meu!
- Sim, será seu até terminamos o combate... - ele sacou uma pokebola minimizada do bolso. Ela rapidamente se dilatou e preencheu completamente os seus dedos - Você não escolha, garota! Vamos!

Acho que não tinha mesmo... Totodile estava furioso, e bem disposto a lutar por nós.
Um pokemon voador saiu da rajada de luz de sua pokebola, e emitia um ruído tão penetrante que fazia nossos tímpanos chacoalarem dentro dos ouvidos. Era um Zubat e, ao julgar pelo tamanho de suas presas, deveria ser um macho. Sob os comandos de seu treinador, ele deu um rasante decidido na direção de Totodile, e mordera seu pescoço por um curto período de tempo. Era muito fraco para ser um Bite, logo supus então que ele estivesse sugando a energia vital do meu pokemon com o Lech Life.

Totodile sacudiu o corpo e se distanciou do inconveniente mamífero voador. Tentou aproveitar os instantes que ele estava proximo ao chão para atacá-lo com seus dentes afiados, mas o outro era veloz e conseguiu desviar a tempo. Totodile ficou irado com isso! O Zubat preparava mais um ataque, quando Totodile o atingiu em cheio com as garras no rosto.

O morcego deu um grunhido alto, parecia ter se machucado bastante. Então ergueu voo novamente e deu uma espécie de grunhido diferente, parecia ainda mais intensos. Ondas Supersônicas logo atingiram Totodile em cheio, e vi seus olhinhos revirando com o estado mental alterado.

- Totodile! Totodile, me escute!

Quando ele virou em minha direção, deu uma bofetada em si mesmo, fazendo uma mandíbula virar quase completamente para o sentido do tapa. Ele estava se machucando, e muito, enquanto o treinador ria daquela situação patética. Zubat foi atacá-lo novamente, atirando-se contra seu corpo fatigado, e jogando-o no chão. O golpe deve ter feito os miolos atingidos de Totodile voltarem ao funcionamento normal. Mas ele já estava tão fraco... Quando Zubat tentou confundi-lo novamente, ele expande bem a boca e lança uma rajada de água na direção de Zubat, que cai desmaiado.

- Totodile! - fui até ele, verificando o quanto estava machucado - Tá tudo bem com você, Totodile?...
- Heh, isso não foi nada. Se prepara, gatinha, seu jacarezinho vai virar uma bolsa de couro!!

Quando vi seu segundo pokémon, minhas pernas ficaram bambas. Era grande e horrendo... Suas viperinas presas sanguinárias eram grandes e afiadas, deveria ter cerca de 3 metros de envergadura - o que é muito, comparado ao seu corpo alongado e esguio. Sua boca era enorme, podia abocanhar Totodile completamente se bem quisesse. Nunca pensei que minha primeira visão de um Golbat poderia ser tão assustadora...

Pedi para que Totodile voltasse para a pokebola, mas para minha surpresa, ele se recusou a tal. Ele estava abatido, seu corpo um pouco machucado, não poderia permitir que continuasse daquele jeito, principalmente contra um pokemon tão forte! Mas ele me encarou. Seus olhos vermelhos brilhavam, algo dentro dele e dentro de mim dizia para eu permitir que ele lutasse. Tinha a grande sensação que me arrependeria depois, mesmo assim, fiz suas vontades.

O Golbat era cruel. Ele acabaria com Totodile num único golpe, se ele não fosse tão grande e se Totodile não estivesse tão energético, desviando de todas as suas investidas aéreas, movido pelo instinto de sobrevivência e a vontade de vencer. Quando o treinador ordenou que ele usasse o supersônico, Totodile reagiu rapidamente: jogou-se no interior de um poço, para evitar ser atingido pelas ondas sonoras fora da água.

Foi esperto de sua parte. Bastaria por a cabeça para fora e atacá-lo, e entrar na água se defender. Mas Golbat também soube ser sagaz...

Enquanto Totodile estava submerso, Golbat se atirou para dentro da água. Pude ver pelo lado de fora sua boca se abrindo e uma enorme formação de bolhas, causada pela briga aquática. Golbat usou o supersônico debaixo d'agua, que anteriormente havia impedido sua expansão, agora só tornara o ataque ainda mais intenso com a propagação das ondas sonoras através das móleculas de água...

Totodile foi empurrado para fora do poço violentamente. Gritei seu nome, desesperada ao ver seu corpo frágil e abatido fazendo tamanho esforço para se erguer. Golbat, com o corpo molhado e visualisando seu oponente daquele jeito, esperou que algo acontecesse. Totodile, grogue, pôde ouvir meu comando e assim obedecê-lo, atirando várias rajadas d'agua, que pouco afetaram Golbat, muito menos a super-confiança do seu prepotente treinador.

- Mas que tolice... Não dou um minuto pra essa coisinha cair durinha no chão!

Golbat se lançou em sua direção, atingindo-o com uma investida, subrepujando sua resistência. Totodile estava nas últimas... Seu corpo estava jogado no chão, quase sem energias para lutar. Quando penso em, tristemente, coloca-lo dentro da pokebola, ele volta a se mover.

Seus bracinhos faziam um esforço enorme para erguer seu corpo do chão... Seu olhar machucado era determinado e valente. Ao erguer-se sob os pés, fechou os punhos e encarou Golbat furioso, dando seu último rugido... Como Totodile.

- To-to-to TOTODILE!!

Seu corpo começou a emanar uma luz muito forte do seu interior, que logo iluminou bastante aquela parte da caverna. Zubats selvagens zuniram sobre nós, assustados com a luz repentina. Quando senti aquela aura quente sendo emanada do seu corpo ferido, de repente transformando toda a sua forma física e sutilmente amadurecendo seu interior, esbocei um largo sorriso de felicidade, e o outro uma expressão de horror sublime.

Ele deu um urro fenomenal. Sua vozinha irritante agora era grave e intimidadora. Seus dentes afiados pulavam para fora das mandíbulas poderosas, e as garras em suas mãos pareciam ainda mais perigosas, apesar de discretas. Seu corpo havia se tornado maior e mais pesado, quase do meu tamanho de tão grande! Seu rugido fez Golbat tremer nas bases, e meu coração disparar de orgulho:

- Totodile!! Você evoluiu para Crononaw!!
- Não é possível!! - exclamou meu oponente.

Golbat tentou não parecer nervoso. Mas ele estava, e muito nervoso. Croconaw me olhou com um sorriso confiante por cima dos ombros. Quando exibiu os dentes desenvolvidos, notei o quanto eles estavam se tornando diferentes: lentamente adquiriram uma tonalidade cristalina, como se estivessem se revestindo de gelo. Sua respiração estava tão gélida que formarva nuvens de vapor frio quando baforava. Que sensação única! Golbat tentou fugir, escapar, mas foi inevitável. Por fim, ele acabou sendo atingido em cheio por uma de suas fraquezas: Ice Fang!



Momentos depois:

- Nããããoo! Não, não pode ser!! - ele chorava amargamente, ajoelhado no chão, descontente com a perda do título - Eu não posso ter PERDIDO!!
- Não mandei se engraçar pra cima de mim.
- Eu sinto muito, senhorita!! - beijou meus pés, ato que me fez recuar na hora - Como posso me redimir?!
- Apenas me deixe ir à salvo...

Ele me olhou com admiração, boquiaberto. Ergueu-se, e tentou falar alguma coisa, mas ele gaguejava muito. Seus indicadores se tocavam de forma sem-graça, e seu olhos do seu rosto corado mal encaravam os meus. Já irritada com aquela ladainha incompreensivel, apenas sorri e disse adeus. Quem sabe o que se passava na mente daquele garoto?

Seja o que for, sou grata a ele! Croconaw também. Ele ficou muito feliz, e saltitava alegre, ainda se acostumando com suas novas características. Eu e meus outros pokemons também vibrávamos de alegria, até...

- Meu deus, o que é aquilo?!

Não imaginava que ficaria tão aterrorizada ao sair da caverna. Na saída, estava um homem adulto, se arrastando no chão, com o braço ferido e as marcas de sangue estampadas em sua jaqueta, no braço esquerdo. Quando fui em sua direção, notei que também estava ferido na coxa do mesmo lado do corpo e nas costas. Croconaw ficou catatônico, e os outros dois pokemons fizeram um alvoroço! Me aproximei dele, me ajoelhei perto dele e disse, desesperada:

- Meu deus, o que aconteceu com você?! Você precisa de ajuda!!
- Eu... Eu não sei como... - sua voz fatigada e ferida arrastou pela sua garganta seca - Eles... Estão de volta...

Eu mal imaginava o que estava por vir. Estava com medo, assustada, mesmo assim minha determinação venceu estes sentimentos sórdidos. Eu descobriria o que estava acontecendo, e agora que estava ficando cada vez mais forte, nada poderia me deter!

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Re: Pokemon Shining Crystal - O Dia do Juízo Final

Mensagem por matpok em 19th Agosto 2010, 5:49 pm

Olá, citarei alguns erros desse episódio.
"No dia seguinte, antes de partir para Azalea (um pequeno vilarejo localizado ao extremo sul de Violet ); notei que próximo à rota que eu usaria para chegar lá, havia um aglomerado de pessoas se amontoando diante de outro caminho - que de acordo com os dados da minha Pokegear, seria um atalho curtíssimo para as cidades de Goldenrod e Ecruteak. Mas estava ansiosa demais para reparar naquilo, comecei então a minha emocionante descida rumo a Azalea".

Aqui já tem falta de descrição, logo no prieiro páragrafo, você poderia ascrecentar.

No dia seguinte, antes de partir para Azalea (um pequeno vilarejo localizado ao extremo sul de Violet ); notei que próximo à rota composta, por lindas flores, um gramado lindo posto ao sol e poucas árvores, que eu usaria para chegar lá, havia um aglomerado de pessoas se amontoando diante de outro caminho - que de acordo com os dados da minha Pokegear, seria um atalho curtíssimo para as cidades de Goldenrod e Ecruteak. Mas estava ansiosa demais para reparar naquilo, comecei então a minha emocionante descida rumo a Azalea.

Não deu uma melhorada?

Aqui ja são as vírgulas.

"Ele me olhou de baixo, com aqueles grandes olhinhos me encarando como quem não entendia exatamente o que eu havia dito. Olhei ao meu redor".

Ele me olhou de baixo, com aqueles grandes olhinhos, me encarando, como quem não entendia exatamente o que eu havia dito. Olhei ao meu redor.

E parei de ler por ai, por causa de uma leitura não muito agradável, e aqui vai pequenas melhoras para você, exclareca os parágrafos, conte como foi o fato, não fato a fato, e se não fosse por todos esses erros de português, sua fic estaria boa, por causa da história, que por mim está aprovado.

E se fizer todas essas melhoras, serei seu leitor oficial.
Boa sorte!

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Re: Pokemon Shining Crystal - O Dia do Juízo Final

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